quarta-feira, 18 de agosto de 2010

(Eco)mércio

Ainda me lembro de meia dúzia de pessoas alertando sobre o buraco na camada de ozônio que era o único que conseguia crescer mais do que a taxa da inflação na época, mas era apenas um aviso, pois a situação ainda podia ser revertida, até que um belo dia lembro de ouvir um locutor de rádio falando claramente “já era! a camada de ozônio não pode mais ser recuperada, agora é ralar para atrasar os efeitos ” bom, exagero da parte dele ou não a coisa mudou e não tem como negar, é só buscar por noticias climáticas nos últimos anos para sacar que o barato está cada vez mais intenso.

Num mundo perfeito e com Emo Feelings pairando sobre o ar a reação mais lógica seria analisar as opções para adaptar os hábitos de consumo de forma que TODO MUNDO pudesse suprir suas necessidades (uteis e fúteis tbm claro!) sem derreter o planeta a troco de nada mas anos se passaram, aumentou-se a conscientização sobre o problema e alternativas eficazes foram encontradas porém a implementação é de dar vergonha porque aparentemente ecologia, consumo consciente e desenvolvimento sustentável nada mais é do que mais um nicho de mercado onde os Ecochatos estão disposto a pagar mais só para ter um sentimento de missão cumprida com a mamy natureza só que em contrapartida os Ecochatos são meia dúzia comparados ao restante da população que trariam o alivio que o planeta precisa, mas olhar uma prateleira cheia de ofertas e opções de preços com o peso das contas e a educação dos filhos nos ombros, o que parece mais viável para o

balanço no fim do mês? economia, sem duvida. A escolha de peso do consumidor sempre vai ser a mais econômica e obviamente é obrigação do fabricante nos oferecer opções compatíveis com as necessidades atuais senão vamos todos derreter juntos até a última gota graças ao Marketing e suas teorias.

Nesse exato momento escolas estão sendo construídas por aí e apesar de querer oferecer o beneficio da duvida eu realmente duvido que pelo menos uma delas está sendo construída com tijolos ecológicos, ou se vão possuir telhado verde, madeiras biosintética, gerador de energia, se serão pintadas com tinta mineral ecológica ou se pelo menos terão captação de água da chuva que seria um grande exemplo para os alunos e os

pais, mas como se pode ver até o governo procura por economia então deixem os bons exemplos de lado e permanecem com a pesquisa básica sobre o assunto e seus efeitos como lição de casa e tá tudo certo, ok?

A verdade é que ninguém liga e dane-se o futuro, quando a coisa ficar feia de vez a ponto de ninguém mais poder se expor ao ar livre quem tiver dinheiro que compre seu cantinho nas futuras cidades verticais e quem não tiver “foi bom te conhecer! fique ae fritando/congelando e boa sorte com a sua morte lenta e sofrida” e quando essa alternativa não for mais viável quem tiver mais grana que compre sua passagem para Marte e quem não tiver “hasta la vista baby”….


Foto:
Andre Agiorgi Photo © Andre Agiorgi , George Stavrinos Photo © George Stavrinos,
GigaPica 
Ovindo: ColdPlay – white shadows
Humor: insatisfeita

Leia e se irrite: os produtos “ecológicos” são realmente mais caros que os “convencionais”? - Por Rodrigo Travitzki, 07/04/2010

Assista e reflita:

Nós somos os invasores da Terra from fuuchanvideos on Vimeo.

2 comentários:

Li. disse...

hey, desculpa pelo meu 'esquecimento' mas já corrigi o erro lá no meu blog, pelo seu post :D

desculpas e obrigada,
ateciosamente Li.

On The Rocks disse...

e que tudo o mais vá pro inferno!